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A madrasta que a sociedade aceita...

A figura que a sociedade espera e aceita da madrasta muitas vezes não condiz com o papel e com a realidade que nós assumimos no dia a dia. Vamos as características da madrasta “permitida” pelo senso em comum:

-ESTÁ SEMPRE ATRÁS DAS CORTINAS, NÃO PODE PROTAGONIZAR NADA, PELO CONTRÁRIO.

-NÃO PODE OPINAR NEM DECIDIR, AFINAL ELA TEM QUE “SABER O SEU LUGAR”

-TEM QUE CUIDAR MAS NÃO PODE ERRAR AFINAL ERRAR SÓ QUEM PODE SÃO OS GENITORES

-NÃO PODE EXPRESSAR SEUS CONFLITOS, AFINAL “VOCÊ JÁ SABIA QUE IA SER ASSIM, E SERÁ ASSIM PARA TODO O SEMPRE.”

-ESPOSA DO PAI, JÁ QUE FALAR MADRASTA EXIGE JUSTIFICAR SE VOCÊ É GENTE BOA OU NÃO.

Ou seja, a figura da madrasta que a sociedade permite é uma verdadeira sombra e não condiz com as mulheres fortes que somos.

ESTA CONTA NO DIA A DIA NÃO FECHA. Participar da criação de alguém exige muito mais do que ficar olhando atrás desta cortina, educar, ensinar e ser exemplo, te coloca em contato com a sua essência e ninguém consegue ser inteiro tendo que ficar pela metade porque é o que a normatividade e o estão dizendo.

Talvez seja por isso que é difícil a gente se encontrar no papel de madrasta, porque quando começamos a exercê-lo, em algum lugar dentro de nós, esta noção de ficar atrás das cortinas é presente, mas conforme a vida vai seguindo e as relações e RESPONSABILIDADES do papel vão chegando, a gente vê que não tem como você ficar desenhando uma linha onde daqui você vai e dali você não vai. (Por favor, pessoal, eu dizer que a madrasta ocupa o lugar integral na casa dela não significa que estou excluindo as outras pessoas da família, triste ter que ficar justificando toda hora isso, mas vamos lá, paciência na vida madrástica a gente acha que acabou e acaba encontrando mais -@juprojec e tem mais rs- para sobreviver)

Aí a angústia chega, o estress, a culpa. No meu caso, tive dois momentos bem definidos neste processo, no início onde eu estava tentando ocupar meu lugar e em conflito com esta noção onde não podemos fazer e dizer nada, e depois eu desabrochei para ocupar um lugar de reconhecimento e legitimidade que a minha presença na vida do meu enteado me permitem ter.

Se alguém diz para você, madrasta, que você tem que “saber do seu lugar” e ficar sempre na sombra, sem poder participar das decisões, opinar, enfim FAZER PARTE já que é isso que você já faz no dia a dia. Não aceite. FAZER PARTE nos bastidores é merecer também FAZER PARTE a frente do palco, no protagonismo. O que não significa competição com as outras figuras da família.

FAZER PARTE é somar não é diminuir ou excluir. Em qual momento você se encontra? Se você está neste momento antes de desabrochar, te convido a vir para fora do casulo, aqui é bem mais lindo e colorido e tá cheio de madrastas incríveis para te dar apoiar.

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