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Continuar o relacionamento com quem tem filhos: Sim ou não?

“Será que eu continuo neste relacionamento? Será que não é muita responsabilidade para mim? Será que eu preciso viver tudo isso? Será que se eu tivesse com uma pessoa sem filhos não seria melhor?” Muito comum este tipo de questionamento para quem é madrasta. Não existe resposta pronta e ideal, mas eu acredito que há sinais e referências do que podemos considerar positivo ou não, e a partir deles, é possível pensar com mais clareza sobre a escolha de seguir ou não.

Vamos lá?

-RELAÇÃO DO SEU COMPANHEIRO COM O FILHO: Esta relação diz muito sobre o que o seu companheiro dá conta de assumir no que se refere a responsabilidade afetiva. Há comprometimento, empenho e entrega dele em amparar e conviver com o filho? Há divisão de responsabilidades com a mãe da criança? Você pode pensar diferente, mas eu não apostaria em um relacionamento onde o pai não vive a parentalidade com entrega. Se ele não banca uma escolha tão importante como essa, imagine as demais? Parentalidade é coisa séria, e se o pai vive este compromisso com dedicação, mostra maturidade e consciência da parte dele, o que é um sinal super positivo para qualquer relacionamento.

-RELAÇÃO DO SEU COMPANHEIRO COM A MÃE DO FILHO: A mãe não deixa de ser mãe do filho quando se separa do pai. Seu companheiro trata com respeito a mãe do filho? Ou a responsabiliza pela criança sem apoio? Há o mínimo e decência e educação nas tratativas? De novo, você pode pensar diferente, mas eu não investiria em um relacionamento no qual eu convivesse com um homem que ataca ou ofende uma outra mulher na minha frente, ainda que essa outra mulher também tenha suas limitações. Quando o pai respeita a mãe do filho dele, ele está, ainda que diretamente, respeitando um pouco de todas nós. Outro check positivo.

-SEU COMPANHEIRO E A VISÃO DELE SOBRE O SEU PAPEL DE MADRASTA: Seu companheiro te trata como parte da família ou você é apenas um anexo na rotina da sua própria casa? Na família mosaico, a postura do pai da criança em relação as decisões, a envolver a madrasta nas escolhas da casa, interferem diretamente no bem estar do casal. A madrasta muitas vezes não vai conseguir ter paz se o marido não agir em favor dela, buscando a incluir no cenário. Porque muita coisa não passa diretamente pela madrasta, mas pode começar a passar desde que o marido faça esta ponte. Eu não viveria um papel de coadjuvante na minha própria casa, o seu companheiro precisa te ver, te incentivar, te incluir... Se não, fica difícil (eu diria impossível).

- SEU COMPANHEIRO E VOCÊ: Os planos e sonhos de vocês estão minimamente alinhados? Querem ter mais filhos? Não querem? Cerimônia de casamento? Só civil? São tantos os sonhos individuais que tornam-se do casal durante a caminhada a dois, mas é preciso muita disponibilidade, paciência e amor para que isso torne-se real.


Amar um homem que já tem filhos é uma oportunidade fiel e transparente de conhecer a fundo a pessoa com quem você está se relacionando.

Fez sentido para vocês? E aí meninas, seguem adiante ou não? Aqui já estou com o pé no altar 😊

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