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Minha família não é uma competição

Todos a postos. Toca o sinal. Os atletas saem correndo pra ver quem chega primeiro. O mais preparado fisicamente e emocionalmente naquele momento ganha. Os demais perdem e se sentem derrotados. Depois da competição a imprensa e os olhares do público vão comparar os atletas e dizer porquê um saiu vitorioso o outro não.

As vezes eu tenho a impressão que quando você está num formato de família diferente, é neste lugar de competitividade que as pessoas nos olham e nos colocam. E em muitas das vezes não é culpa de quem julga, porque fomos criados neste cenário de “que vença o melhor.”(melhor em qual esfera, eu me pergunto). A comparação surge para oprimir e forçar que as pessoas envolvidas em determinada situação se sintam coagidas a cumprirem determinados papéis e de determinadas formas pré-definidas.

Hoje nós sabemos que o melhor que podemos ensinar para nós mesmos e para nossas crianças é a inteligência emocional, esta sim fará diferença no caminhar da nossa jornada, e ela não está nem um pouquinho baseada em competir com ninguém.

A inteligência emocional prega que o indivíduo inteligente emocionalmente é o que cria pontes e relações de confiança com quem está ao seu redor. O best seller do Daniel Goleman destaca que o colaborador que será bem sucedido na empresa é o que consegue criar uma rede de apoio e pertencimento entre toda a equipe, e isso o sustentará, diferente de uma outra pessoa que pode ter todos os PHDs do universo, mas que pode não ser bom em criar vínculos, e com isso, segurança, transparência e por e, sim, sucesso. O mesmo se aplica para a vivência escolar.

A inteligência emocional fala sobre a importância do coletivo para o indivíduo.

“Quando os grupos não se fundem socialmente, formando bandos hostis, os estereótipos negativos se intensificam. Mas quando os alunos trabalham juntos em condições de igualdade para alcançar uma meta comum, como nas equipes esportivas ou em conjuntos musicais, seus estereótipos se desfazem, como pode acontecer naturalmente no ambiente de trabalho quando as pessoas trabalham anos juntas como iguais.” – (Inteligência emocional, Daniel Goleman)

Não é sobre excluir, é sobre somar, este é o meu propósito por aqui. Feliz da família que consegue entender isso, é sempre uma construção, por aqui estamos tentando, e com vocês? Me contem nos comentários. Boa sexta feira, mulherada.

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